I've been roaming around.
Futura jornalista, fascinada por historias reais e de ficção. Motivada diariamente por doses de café, musicas, livros e séries, não necessariamente nessa ordem.
Prazer: Caroline Araujo.

(...) Quando você voltar, não vá me avisar. Não vou estar aqui. Coisas hão de mudar, feridas hão de sarar. E eu ei de ser feliz... Sem você...Sem ninguém... Estar feliz assim, depende só de mim, sofrer é com você, pois não dá pra encontrar conforto em outro lugar que não seja aqui dentro de mim, Sem ninguém (...)
Fresno- Impossibilidades

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Quando vinha a noite e as luzes se apagavam, tudo mergulhava no sono: pessoas, paredes, espaços. Menos o relógio… De dia, ele estava lá também. Só que era diferente. Manso, tocando o carrilhão a cada quarto de hora, ignorado pelas pessoas, absorvidas por suas rotinas. Acho que era porque durante o dia ele dormia. Seu pêndulo regular era seu coração que batia, seu ressonar, e suas músicas eram seus sonhos, iguais aos de todos os outros relógios. De noite, ao contrário, quando todos dormiam, ele acordava, e começava a contar estórias. Só muito mais tarde vim a entender o que ele dizia: “Tempus fugit“. E eu ficava na cama, incapaz de dormir, ouvindo sua marcação sem pressa, esperando a música do próximo quarto de hora. Eu tinha medo. Hoje, acho que sei por quê: ele batia a Morte. Todas aquelas horas vividas e morridas estavam guardadas. De noite, quando todos dormiam, elas saíam. O passado só sai quando o silêncio é grande. Pelas noites adentro ele continuou a fazer a mesma coisa. E uma vizinha que não suportou a melodia do “Tempus fugit“ pediu que ele fosse reduzido ao silêncio. E a alma do relógio teve de ser desligada.
Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, “Tempus fugit“. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr, para não me atrasar. Com ele, sinto-me tolo como o Coelho da estória da Alice, que olhava para seu relógio, corria esbaforido, e dizia: “Estou atrasado, estou atrasado…“
Não é curioso que o grande evento que marca a passagem do ano seja uma corrida, corrida de São Silvestre? Correr para chegar, aonde? Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão.
O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“. E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões…
Pela manhã, seremos, de novo, o tolo Coelho da Alice: “Estou atrasado, estou atrasado…“ Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será… — O relógio - Rubem Alves   (via amardesamar)

17 hours ago with 85 notes

Palavras suas
malditas
mal ditas
ditas
mas suas. — Clara Rangel   (via imaterializar)

17 hours ago with 3485 notes

Só não me chame de fraca. Você não imagina quantas vezes pedi à mim mesma para parar de chorar, e tive que sair por aí com um sorriso que não era meu. —   (via tekpix)

17 hours ago with 20260 notes

Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual. Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali. — Charles Bukowski.  (via turva)

17 hours ago with 362 notes

Antigamente eu me preocupava muito mais com beleza externa e essas coisas todas relacionadas. Depois de muitos anos sofrendo, ouvindo coisas, ficando mal dias e dias por comentários maldosos, eu aprendi a me aceitar e gostar de mim do jeito que eu sou. Sei que não sou a mulher mais bonita do mundo, e estou longe disso… Mas aprendi a gostar de mim e dos meus defeitos… Vez ou outra a gente ouve comentário como ‘nossa, que gorda’, ‘nossa, que bunda enorme’, ‘nossa, que nariz horrível’. De inicio eu fico magoada, afinal, ninguém gosta quando te humilham por algo que você não pode mudar… Mas ninguém é perfeito… Acho que todo mundo deveria se aceitar do jeito que é, sem medo. Confiança é tudo na vida, e amor próprio também. — Bruna Ferrari (via sonoeterno)

1 day ago with 48 notes

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. — William Shakespeare    (via eu-poetico)

1 day ago with 534 notes

Na vida, eu sempre parti do princípio de que, muita coisa pode dar errado, como pode também dar certo. No entanto, eu só vou saber, se tentar. E nessa de tentar, arquivo todos os tropeços como experiência, e todos os caminhos bonitos como lembranças memoráveis, do que um dia, fez parte de mim. — Aghata Paredes (via flordoabismo)

3 days ago with 172 notes

3 days ago with 130 notes

Qualquer droga faz mal. Eu acho que a maconha faz mal, a cocaína faz mal, álcool faz mal, mas eu…não posso causar mal nenhum a não ser a mim mesmo. — Cazuza (via rockandsoda)

3 days ago with 394 notes

Motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar: você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. — Tati Bernardi  (via flordoabismo)

3 days ago with 1114 notes

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Eu via tudo o que passava diante de mim,— flagelos e delícias, — desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. — Memórias Póstumas de Brás Cubas (via livrariapessoal)

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Quando deixou de ser aquilo que era. Até mesmo quando deixou de fazer questão de todas essas coisas que hoje eu resolvi dar importância. E só dei importância porque quis que você soubesse o quanto sinto sua falta, o quanto sempre senti. — Cazuza.   (via rockandsoda)

3 days ago with 690 notes

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